
RAI FBPC 2024

Aqui você vai ficar por dentro do resultado
dos investimentos do Plano FBPREV III e de diversos outros detalhes sobre o seu desempenho em 2024.
Além disso, poderá ler uma análise do cenário econômico global e as perspectivas para 2025!
Plano
FBPREV III
CONSIDERAÇÕES ECONÔMICAS À
GESTÃO DOS
Investimentos
O ano de 2024 foi extremamente desafiador para a gestão de investimentos. Após um 2023 com excelentes resultados, as perspectivas eram positivas, com expectativas de inflação e juros em queda, tanto no Brasil, quanto no exterior.
Entretanto, os meses foram passando e o conjuntura caminhou na direção oposta, reflexo da deterioração crescente dos fundamentos econômicos e da consequente frustração dos investidores. Nos EUA, a expectativa de um ciclo de corte de juros logo no início do ano não se confirmou, contaminando o fluxo financeiro global, uma vez que sua taxa de juros é a principal referência para precificação de ativos, com aumento da aversão ao risco, sobretudo, em relação aos mercados emergentes.
No Brasil, o enfraquecimento da confiança dos investidores no arcabouço fiscal acabou funcionando como um gatilho para o aumento da volatilidade no mercado financeiro. A leitura predominante de perda de credibilidade do compromisso fiscal do governo central e quanto a sua capacidade de atingir as metas estabelecidas foi realimentando a aversão ao risco e, por decorrência, os prêmios se elevaram continuamente. A inflação, por sua vez, mostrou deterioração crescente ao longo do ano. O IPCA encerrou 2024 em 4,83%, ligeiramente acima do teto da meta de 4,5% e consistentemente fora da expectativa inicial. Em resposta, a taxa básica de juros, a Taxa Selic, ao invés de queda, conforme esperado no início do ano, passou a subir em meados do ano, fechando em 12,25%, registrando uma taxa média superior a 10,80%.
Houve breves momentos de recuperação do ânimo dos investidores, entre meados de junho e agosto, com bolsa de valores doméstica batendo na máxima histórica, mas os ventos contrários externos e, sobretudo, internos foram mais fortes. Muito esperado ao longo dos meses finais, o anúncio de um novo pacote fiscal, divulgado após várias postergações no mês de novembro, gerou ainda mais preocupação entre os investidores, pois além de não endereçar de maneira incisiva o compromisso com controle de gastos e a reversão do crescimento da dívida pública, acabou gerando aumento da tensão existente, ao trazer ao trazer temas envolvendo potenciais renúncias fiscais, em momento desfavorável.
Na esteira da deterioração das expectativas quanto a economia doméstica, registrou-se forte saída de capitais financeiros de curto prazo do país durante o ano, alcançando aproximadamente US$ 15,9 bilhões. Nossa moeda, por sua vez, sofreu forte desvalorização, mesmo com intervenções pesadas do Banco Central no mercado de câmbio, fechando o ano em R$/US$ 6,19. Para o mercado acionário, as expectativas eram moderadamente positivas, com crescimento algo próximo a 6,8% no ano. Não obstante, também sofreu bastante, registando importante queda de mais de 10%, sobretudo, nas últimas semanas de dezembro.
A curva de juros, por sua vez, abriu bastante ao longo do ano. As curvas de juros futuros fecharam o ano indicando Taxa Selic superior a 15,0% para os anos seguintes, fruto de expectativas de inflação em patamares historicamente elevados. Na esteira, as taxas de juros das NTN-B também se elevaram consideravelmente ao longo do ano.


Considerando que representam metade dos recursos garantidores dos planos, aproximadamente, os ajustes de marcação a mercado destes títulos tiveram impacto fundamental no desempenho dos investimentos em 2024. Adicionalmente, mesmo contando com uma carteira acionária diversificada, houve retração, em linha com a bolsa brasileira. No segmento de investimentos estruturados, também fomos impactados pelo cenário de volatilidade. Mesmo com algumas realocações, reduzindo participação de fundos de alta volatilidade para fundos de baixa volatilidade, estratégia acertada, o segmento teve bastante dificuldade.
Por outro lado, os investimentos no segmento exterior, como esperado, atenuaram os impactos negativos acima citados. Um tanto pela escolha de bons gestores e estratégias, outro tanto porque mantivemos metade dessa carteira exposta à variação cambial, fator que contribuiu muito positivamente no desempenho do segmento por aqui. Outra parte da carteira, mantida em renda fixa pós-fixada, com disponibilidade imediata, atrelados à taxa Selic, que também teve boa rentabilidade no ano, totalizando uma rentabilidade média da carteira consolidada de 6,24% ao ano, não atingindo as metas atuariais de cada plano.
Para 2025, espera-se que seja um ano novamente bastante desafiador, tanto no cenário interno, quanto no externo. Dado o patamar comprimido atual, projetamos um desempenho ligeiramente superior ao ano que se encerrou, sobretudo, nos segmentos de risco, bem como leve fechamento na curva de juros. Não obstante, seguiremos com uma postura conservadora, buscando gerenciar os ativos de forma defensiva, priorizando a qualidade e consistência de longo prazo nos ativos investidos.
A rentabilidade do Plano de Benefícios FBPREV III no ano foi de 4,66%, considerando o parâmetro de desempenho de 5,29%, no mesmo período. O segmento de renda fixa obteve retorno de 4,96%; o segmento de renda variável, de -14,52%; o segmento de Investimentos Estruturados valorizou 5,27%; o segmento de Investimentos no Exterior apresentou retorno de 33,33%; o segmento Imobiliário 12,72% e o segmento de Operações com Participantes correspondeu a 13,77%.
4,66%
Rentabilidade Plano
FBPREV III em 2024
CONSIDERAÇÕES SOBRE À
GESTÃO PREVIDENCIAL
Resultado da Avaliação Atuarial de 2024
Na sua posição consolidada (considerando-se todas as patrocinadoras), o FBPREV III fechou o ano de 2024 com Déficit Técnico Acumulado de R$ 21.716.419,35.
A posição por patrocinadora é a seguinte:
O plano apresenta, em 31-12-2024, déficit técnico acumulado de R$ 21.290.517,08, o equivalente a 6,07% das suas provisões matemáticas estruturadas em benefício definido (BD).
Conforme disposto na Resolução CNPC nº 30/2018 o limite de tolerância de déficit técnico é de R$ 15.185.066,78, que corresponde a 4,33% das provisões matemáticas de benefício definido (BD).
Portanto, em conformidade com as normativas vigentes, observa-se que o déficit técnico ultrapassa o limite de tolerância permitido pela legislação aplicável, sendo obrigatória a elaboração de plano de equacionamento durante o exercício de 2025.
Considerações sobre o resultado (déficits) do exercício:
Os déficits apresentados no exercício de 2024 tiveram origem em fatores que ocasionaram perdas atuariais, sendo o retorno dos investimentos o principal deles.
A rentabilidade nominal líquida obtida na aplicação dos recursos garantidores do Plano FBPREV III ao longo de 2024 foi de 4,72%, contra uma expectativa de rentabilidade nominal líquida (meta atuarial) de 10,77%. Assim, pode-se constatar que a rentabilidade nominal auferida pelos recursos garantidores do plano se situou 6,05 pontos percentuais abaixo da meta atuarial prevista para o ano em análise, ou seja, abaixo da variação do próprio indexador do plano (INPC/IBGE).
O Patrimônio de Cobertura do Plano reduziu de R$ 848.586.317,12, em 31-12-2023, para R$ 810.887.345,57 em 31-12-2024. Por outro lado, o Passivo Atuarial da parcela BD do FBPREV III apresentou um crescimento nominal de 0,58%, passando de R$ 378,91 milhões em 31-12-2023 para R$ 381,12 milhões em 31-12-2024. Esse resultado reflete a inflação observada no período, além de efeitos residuais dos ganhos decorrentes das alterações de premissas atuariais na Avaliação Atuarial de 2024.
O Plano de Benefícios FBPREV III encerrou o exercício 2024 com
1.545 participantes
Adiante você confere outros detalhes sobre a Distribuição de Participantes por categorias, despesas com a Folha de Benefícios Previdenciários e Receitas Previdenciárias do Plano de Benefícios FBPREV III.
DISTRIBUIÇÃO DOS PARTICIPANTES
Ativos e Assistidos

Observação: estão incluídos os participantes autopatrocinados.
Confira nos gráficos a seguir a composição de cada grupo:

*Benefício Proporcional Diferido
BPD - AGUARDANDO BENEFÍCIO*

Observação: Estão incluídos os participantes em gozo
de auxílio doença e instituidores de pensão.
PARTICIPANTES ASSISTIDOS
PARTICIPANTES ATIVOS
Subtotal
86
Subtotal
1
Subtotal
1.458
Confira no gráfico a seguir:

BPC: Benefício de Prestação Continuada
BPU: Benefício de Prestação Única
DESPESAS COM A FOLHA DE
Benefícios Previdenciários
Subtotal
83.488.149,01
RECEITAS
Previdenciárias
Confira nos gráficos a seguir a distribuição dos tipos de contribuição:




ATIVOS
ASSISTIDOS
AUTOPATROCINADOS
PATROCINADORES
Subtotal
2.303.202,12
Subtotal
3.051.858,08
Subtotal
3.992,54
Subtotal
5.353.608,68
DISTRIBUIÇÃO
Básica e Adicional
Confira nos gráficos a seguir:

CONTRIBUIÇÃO BÁSICA
Total
90
CONTRIBUIÇÃO ADICIONAL
Total
90



